INÍCIO

sábado, 22 de dezembro de 2012

O IMPEACHMENT DE COLLOR FOI DE INTERESSE DA GLOBO


Como Collor ganhou a eleição? Isso dispensa comentários, porque todos viram a flagrante manipulação da Globo. Já com relação ao seu impeachment, o povo está iludido pensando ter sido ele o responsável por isso. Pode até ter sido, mas não pela motivação que pensou que fosse. Eu explico:  
Talvez Collor não seja esse monstro que a Globo pintou, e tenho fortes motivos para pensar assim.
Você teve a oportunidade de conhecer o outro lado da história? O fato é que Collor foi inocentado na Justiça. Nada foi provado contra ele.
Não acredito na total inocência de Collor. Até porque, nessa questão de Caixa 2, eu penso que é muito difícil ter inocentes, enquanto não se fizer uma reforma política séria. 
Acredito que o grande erro de Collor foi ter retido a poupança do povo.
Collor não vendeu uma empresa estatal sequer. Os escândalos que motivaram o seu impeachment não envolveram recursos públicos. Portanto na pior das hipóteses, ELE FOI MUITO MELHOR QUE FHC.
Os indícios de corrupção da era Collor chegam a ser ridículos em relação aos indícios de corrupção da era FHC. Por exemplo, reforma da casa da Dinda, utilização do Fiat Elba, e por aqui vai.  Imagine se podem ser comparados com a privataria tucana?
Muitos tem a sua visão empanadas pelo ódio que sentem do Collor, pelo que aconteceu, por ele ter tirado a possibilidade do Lula eleger-se. Precisamos fazer uma leitura correta da situação. Nosso verdadeiro inimigo não foi e não é o Collor, mas a Globo. Se não fosse ele seria um José, um Antônio ou um João qualquer. O jovem caçador de marajás era perfeito para a sua manobra.
O que aconteceu foi que ele não quis se submeter aos interesses da Globo, para implementar as estratégias neoliberais. Afinal, NÃO FOI PARA SE APROXIMAR DO BRIZOLA que o elegeu. A Globo não perdoaria, pois ela odiava Brizola. Estou convencida de que foi por isso ele foi derrubado. Ora, uma massa formada pelos que o odiavam por ter retido a poupança, mais os que o odiavam por Lula não ser o presidente, era fácil a Globo manobrar, e foi isso que ela fez.
O povo até hoje está iludido achando que foi ele o responsável pelo impeachment de Collor. Pode até ter sido, mas não pela motivação que pensou que fosse. Vou contar os fatos porque estou convencida disso: no dia 20 de setembro de 1992 participei da primeira manifestação popular contra Collor, um evento denominado "primavera da ética na política". Uma caminhada no Aterro do Flamengo.
Fiz um cartaz que dizia "35 milhões de votos não dão direito a ser ladrão". No dia seguinte, 21/09/1992, o cartaz veio destacado numa foto na primeira página do jornal O Globo. Também mandei duas cartas para a coluna "Cartas dos leitores", que foram publicadas. Veja uma das cartas:
Veio a era FHC, com graves denuncias de corrupção, como, por exemplo, a de que seu filho, Paulo Henrique, era a segunda pessoa de poder dentro da empresa que "comprou" a Vale do Rio Doce. Mandei cartas para essa coluna do Globo. Quantas eles publicaram? Nenhuma. Foi então que eu caí na real. A mim a Globo NÃO ENGANA NUNCA MAIS.
Infelizmente a maioria do povo, até hoje, nunca teve noção do que realmente aconteceu. Eu tenho esta visão realista porque senti na própria pele a manipulação desse arauto do mal.


quinta-feira, 20 de dezembro de 2012

GLOBO DESTRUINDO VIDAS...


Caso Escola Base: Globo terá de
pagar R$ 1,35 mi

Reproduzo artigo publicado no  247

18 de Dezembro de 2012

247 – Dezoito anos depois, o caso Escola Base – como ficou conhecido o episódio no qual praticamente toda a mídia tradicional veiculou informações condenatórias de molestamento sexual contra alunos por parte dos donos da instituição – fez mais uma condenação forte.

A Rede Globo acaba de ser condenada pela 7ª Câmara de Direito Privado do Tribunal de Justiça de São Paulo a pagar R$ 1,35 milhão para reparar os danos morais sofridos pelos donos da escola e pelo motorista. Icushiro Shimada, Maria Aparecida Shimada e Maurício Monteiro de Alvarenga devem receber, cada um, o equivalente a 1,5 mil salários mínimos (R$ 450 mil). Logo após a divulgação do caso pela mídia, a escola teve de ser fechada, depois de ter sido depredada pela população.

A assessoria de imprensa da Globo afirmou que a emissora "está recorrendo e que não divulga a informação por questão de estratégia jurídica".

Os jornais O Estado de S. Paulo, Folha de S. Paulo e a revista IstoÉ também já foram condenados. Em todos os casos já julgados, ainda não houve decisões do Superior Tribunal de Justiça.Segundo o site Espaço Vital, a decisão contra a Globo foi tomada por unanimidade na manhã de quarta-feira pela 7ª Câmara de Direito Privado do TJ-SP. O TJ entendeu que a atuação da imprensa deve se pautar pelo cuidado na divulgação ou veiculação de fatos ofensivos à dignidade e aos direitos de cidadania.

Em março de 1994, a imprensa publicou reportagens sobre seis pessoas que estariam envolvidas no abuso sexual de crianças, alunas da Escola Base, localizada no Bairro da Aclimação, em São Paulo. Jornais, revistas, emissoras de rádio e de tevê basearam-se em rumores e boatos, que não se confirmaram.

Quando se descobriu que as acusações eram infundadas, a escola já havia sido depredada e os donos viviam sob ameaça de morte em telefonemas anônimos.

ERENICE GUERRA: UM CASO DE ASSASSINATO DE REPUTAÇÃO



O Estado não pode continuar permitindo o assassinato da reputação e da honra de seus cidadãos. Situações que levam inclusive à morte física. A forma como desgraçam a vida das pessoas, e ficam impunes é uma afronta. O direito de resposta precisa ser muito bem definido, como por exemplo, se o Jornal Nacional assassinou a reputação de alguém, e empregou X horas para isso, que o mesmo Jornal Nacional empregue as mesmas X horas para tentar consertar a situação. Não seria isso justo? Coloque-se no lugar...
E as consequências quem vai reparar?
Uma prova da atuação tenebrosa da mídia golpista: Erenice é inocentada. Veja aqui.

JOAQUIM BARBOSA: UM SORRISO DE JUDAS


UM TEXTO INTERESSANTE DE SÉRGIO CRUZ:

BARBOSA AVALIZA CALÚNIAS DE MARCOS
VALÉRIO CONTRA LULA
Presidente do Supremo extrapolou as atribuições do seu cargo e colocou outra vez o STF numa situação difícil.
O ministro Joaquim Barbosa usou sua posição de presidente do Supremo Tribunal Federal (STF) para insuflar a matilha de golpistas de plantão, dando guarida às aleivosias inventadas por Marcos Valério contra o ex-presidente da República Luiz Inácio Lula da Silva. Ele declarou que as calúnias de Valério contra Lula devem ser investigadas, o que rendeu manchetes garrafais da mídia golpista.
Nunca houve um presidente do STF – nem o recém aposentado Ayres Britto - que, diante das declarações de um elemento que, depois de sete anos, no desespero, acusa, sem nenhuma prova, um homem sabidamente honrado, com serviços prestados aos país, e ex-presidente da República, se rebaixasse a essa atitude de chicaneiro, remexendo desabridamente no lixo moral.
As declarações de Marcos Valério, um caixa dos tucanos que, infelizmente, o PT não repeliu a tempo, são tão absurdas que até o ex-deputado Roberto Jefferson, que todos sabem que não morre de simpatias por Lula nem pelo PT, sentiu-se obrigado a dizer que "o carequinha não tem a menor credibilidade para atacar o presidente Lula".
Parecem ter razão os que, antes de sua posse como presidente do STF, questionaram se Barbosa tinha o equilíbrio para tal posto, formalmente o quarto da República. Naturalmente, se Barbosa não tem equilíbrio para ser presidente do STF, também não o tem para ser ministro.
Além do comportamento pouco próprio de um juiz em público, além do desrespeito permanente a colegas – inclusive de subestimação, especialmente quando são mulheres - Barbosa já vem colocando o STF numa perigosa rota de colisão com o Poder Legislativo, ao impor que o Supremo decida sobre as cassações de mandatos dos parlamentares condenados na AP 470, uma prerrogativa que é do legislativo, consagrada explicitamente e com todas as letras na Constituição Federal.
Com mais essa atitude, onde um prejulgamento absurdo, ou seja, um preconceito raivoso, se sobrepôs ao decoro, demonstra que não reúne as mínimas condições de integrar e muito menos de estar à frente do STF. O desrespeito à Constituição Federal é caracterizado como crime de responsabilidade quando cometido por quem tem o dever de zelar por ela. O artigo 52 da Constituição é claro ao definir que crimes de responsabilidade cometidos por membros do STF devem ser julgados pelo Senado Federal, que tem o poder de remover os juízes incapazes de conduzirem-se adequadamente no cargo. Aliás, a lei 1.079/50, define com um dos cinco crimes de responsabilidade em que podem incorrer os ministros do STF, precisamente, o "proceder de modo incompatível com a honra, dignidade e decoro de suas funções" (artigo 39, item 5).
Não há nas reportagens nenhuma prova apresentada pelo denunciante. Defender, como fez Barbosa, que o Ministério Público deva abrir uma investigação para apurar as declarações de Valério, sem nenhuma prova contra o ex-presidente, é no mínimo uma irresponsabilidade funcional. O jornal afirma que teve acesso à íntegra do depoimento, assinado pelo advogado do empresário, o criminalista Marcelo Leonardo, pela subprocuradora da República Cláudia Sampaio – por coincidência, esposa do procurador Gurgel - e pela procuradora Raquel Branquinho. O vazamento, portanto, foi patrocinado por uma dessas pessoas.
Os ministros do Supremo, à época em que surgiram as primeiras notícias sobre o depoimento, receberam as informações com cautela e alertaram que as declarações não deveriam mudar o julgamento. Aliás, esse depoimento, por inverossímil, nem foi juntado ao processo. Com o vazamento do depoimento para a mídia, Barbosa decidiu mudar de opinião e colocar lenha na fogueira dos golpistas.”